sexta-feira, 10 de julho de 2015
Retomando os Encontros Estaduais
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Para quem já quer ir agendando:
Congresso Estatual de Teologia: 04-07/05/2015, Em Santo Ângelo, RS (Com Oficina sobre os Encontros Estaduais de Teologia Feminista).
IV Congresso Latino-americano de Gênero e Religião; "História, Saúde e Direitos": 05-08/08/2015, na EST, São Leopoldo, RS.
Maio de 2016 (data e local a confirmar): Encontro Estadual de Teologia Feminista.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Textos em pdf
Ao lado foi inserida pasta (link). Nela colocaremos textos em formato pdf, já publicados em outros meios ou ainda não, para estudos e aprofundamentos.
Queremos oferecer um serviço de compartilhamento de reflexões.
Se alguém tiver e quiser compartilhar textos, envie-nos.
Caso alguém se sinta lesad@, favor entrar em contato conosco.
Desejamos bom proveito e boas reflexões.
terça-feira, 23 de julho de 2013
O ataque à lei que garante atendimento às vítimas de violência sexual
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Poder das mulheres incas
quarta-feira, 7 de março de 2012
No dia 8: luta e indignação - Nancy Cardoso
Dia de luta dos movimentos internacionalistas de mulheres, o 8 de março nunca foi um dia fácil de engolir! Entre o fim de fevereiro e o começo de março as mulheres socialistas dos inícios de 1900 na Rússia, na Europa e nos Estados Unidos celebravam seu dia de luta a partir de acontecimentos importantes: greves, manifestações, enfrentamentos!
Em plena Guerra Mundial, em 1917, na Rússia, as mulheres socialistas realizaram seu Dia da Mulher no dia 23 de fevereiro, pelo calendário russo. No calendário ocidental, a data correspondia ao dia 8 de março. Neste dia, em Petrogrado, um grande número de mulheres operárias, na maioria tecelãs e costureiras, contrariando a posição do Partido, que achava que aquele não era o momento oportuno para qualquer greve, saíram às ruas em manifestação; foi o estopim do começo da primeira fase da Revolução Russa, conhecida depois como a Revolução de Fevereiro.
O que elas queriam? O que nós queremos?
Abolir a propriedade privada? Com certeza!! Abolir a propriedade privada como base da sociedade que estrutura desigualdades, cria hierarquias de poder e mantém uma sistemática guerra contra a natureza e seus seres. O 8 de março é um dia de luta contra a propriedade privada... também no âmbito das relações sociais, do casamento e da sexualidade. Cama, mesa e banho. É isto mesmo... queremos abolir os poderes de latifundiários, empresários, políticos, patrões, maridos e senhores. Horrorizai-vos! O 8 de março é um dia anti-burguês, contra as ridículas homenagens burguesas que tentam continuar emburrecendo as mulheres com tradição, família & propriedade ou flores, bombons & um laço de fita, ou mitos do amor romântico, da beleza e da maternidade. Horrorizai-vos! é contra tudo isso que lutamos, articulando classe-gênero e etnia na construção de um eco-socialismo feminista.
E a burguesia grita!! "Vocês mulheres, feministas, comunistas querem introduzir a comunidade das mulheres!!" É verdade! Já vivemos assim! Já somos comunidade e construímos na luta nossa unidade entre mulheres do campo e da cidade! Não aceitamos ser reduzidas a instrumento de produção e reprodução do capital, da família e do poder masculino. Nós arrancamos nós mesmas das formas violentas e históricas que querem nos manter subordinadas, minorizadas e desiguais.
Neste exato momento centenas de mulheres camponesas do Rio Grande do Sul estão debaixo da lona preta, debaixo do eucaliptal, num dos 200 mil hectares das multi-imperialistas do agronegócio florestal - Aracruz, Votorantin, Stora Enso, Boise... - denunciando que o deserto verde está impedindo a reforma agrária e inviabilizando a agricultura camponesa.
Neste exato momento as mulheres da Via Campesina e suas crianças morrem de pena das árvores enfileiradinhas, da terra ocupada com nada, do alimento que não brota do chão, da água que não tem mais tempo de molhar. Observadas pela Brigada Militar - seus cavalos e cachorros - as mulheres abençoam o mundo e dormem entre o medo e a solidariedade. Toda a campina se ilumina perdoando as árvores de mentira em sua feiúra. E no escuro, elas se fazem Via... láctea, campesina, revolucionária e planejam hortas, pomares e cozinhas de um plano camponês para o Brasil.
Neste exato momento mulheres fortes, atentas e decididas fazem a segurança do acampamento nas terras da Boise. Quem quiser doçura, carinho, afeto e graciosidade... melhor que escreva sobre confeitarias ou almofadas. O grande amor da vida delas vai misturado com a capacidade de saber endurecer... perdendo a paciência quando precisar.
Elas perdoam as mulheres burguesas e suas mentirinhas, as feministas interrompidas e suas teologias, mas não toleram mais discursos gerais sobre mulheres inexistentes, nem elogios da diferença que não fazem diferença alguma. É por dentro da luta de classes que a luta das mulheres trabalhadoras acontece. É por dentro das mulheres que a luta de classes avança.
Horrorizai-vos! Senhores teólogos. O 8 de março chegou anunciando também- contra toda a esperança! - que os dias do deus-pai estão contados e que há de chegar o dia - e já veio - em que se fará teologia com o coração ardente, contra toda violência e propriedade.
* Pastora metodista. Coordenação nacional da Comissao pastoral da terra-CPT
Eu tenho um nome e me chamo Mulher! Fernanda da Silva
Maria, minha irmã
Venho nesta manhã contigo bendizer
A vida que renasce, o sonho que permanece
A luta, a utopia que não se deixa morrer
Quero também eu inclinar-me
Quero também ter coragem de abaixar
Perceber que é possível o túmulo olhar
assim então em ti Senhor abandonar-me
Quero correr os campos
Atravessar as montanhas,
Banhar-me em teus rios
Enxugar meu pranto
Escutar meu nome pronunciado
Vem comigo então Maria
Vem e ensina-me
Mostra-me tua coragem
Pois desejo também eu amar como tu amas
Desejo também percorrer as vinhas
Saltar as janelas para encontrar-me com o Amado
Desejo escutá-lo...
Ouvir a voz do jardineiro: do Deus cuidador
Àquele que toca minhas raízes
E aprofunda meu ser em tuas terras
Meu Deus, Meu Amado, Meu Redentor
Eis que estou aqui minha companheira
Minha querida Madalena
Também quero escutá-lo a pronunciar meu nome
E assim reconhecê-lo
E assim voltar-me-ei aos campos
A bendizer e proclamar
Que também eu vi o Senhor
Também eu senti teu amor
Fernanda Priscila é integrante do projeto Força Feminina e acompanha profissionais do sexo em Salvador/BA. É autora do livro Estações do Crer.